
Certos indivíduos são tão afetadamente carentes que não conseguem passar um dia sequer sem lutar para ser o foco das atenções de todos. É incrível o esforço que eles despendem com o intuito de serem notados e, quase sempre, o querem ser mais que os outros.
Diferente deles, são os que naturalmente se destacam. Enquanto uns lutam para aparecer, os outros aparecem sem esforço algum e, na maioria das vezes, nem objetivam isso.
O risco de se ser o tipo Carentezinho-Necessitado-de-Atenção, está em ser descoberto! Afinal, as máscaras caem sempre! E, nesse caso, quando isso ocorre, o que parecia bacana fica caricato, quase ridículo. Quase não! Fica muito ridículo!
Há pessoas, dentre as quais julgo-me incluso, que tem grande facilidade em perceber esses "tipinhos" caricatos. Sinceramente, os descarto logo. Não sou de dar trela a eles. Até convivo - e sobrevivo -, mais pela obrigação do que por vontade própria. Detesto adulação!
Ocorre que, nem todos são assim. Existem os que fomentam o Fantástico-Mundo-do-Ego-Inflado desse tipo de gente e o fazem quase sempre sem perceber. Isso, sem falar, é claro, nos Aduladores-Conscientes que babam o "ser adorado", divulgando-o amplamente aos outros, na esperança de que, talvez, lhes sobre alguma atenção.
Carisma é algo com o que se nasce. Não é algo que se adquire. Não é algo que se conquista. Aperfeiçoa-se, é verdade, mas somente se o tivermos! Se tenho, posso melhorar. Se não tenho, não tenho e ponto! Não se aperfeiçoa o que não se tem. E aí reside o grande erro dos que forçam a barra: Tentam ser o que não são. Tenham ter o que não tem. Criam situações, forjam, forçam, e, após ganharem algum terreno, acostumam-se àquela "atençãozinha" que recebem, quase sempre dos mesmos, daqueles que ficam à espera das sobras.
E quando essa cota de atenção não vem? "Vixi Maria"! Eles usam as armas que lhes são disponíveis: Bicos, caras feias, crises de ciúme, palavras malditas, "fofocazinhas". Veja se você nunca foi expectador desse clássico exemplo que agora narro: Quando esse tipo encontra-se numa turma de amigos e é convidado a estar com os demais celebrando algo, confraternizando, sempre responde: "Não, hoje não estou bem. Não quero ir". E fazem isso ávidos por ouvirem de volta uma insistência, uma "adulaçãozinha", do tipo: "Ah, vamos, por favor", ou "Sem você não vai ter graça", ou pior (para eles a glória!), "Se você não for, nós também não vamos"! Tudo para chamar a atenção para si! Para satisfazer a cota que lhe era garantida! Como um dependente a quem lhe foi negada mais uma dose.
Ah, por favor! Como apregoa uma certa comunidade do orkut: "Desce do palco que a Xuxa a loira", baby!
Sejamos mais simples e práticos. Cada um sendo o que se é! E tentando viver!
Conhecer-se é uma tarefa extremamente árdua e espinhosa, sobretudo quando fazemos esse processo através das indicações que, veladas ou não, nos são dadas pelos de nossa convivência, os que nos amam e a quem amamos.
Carisma é algo natural, repito. Tornar-se um líder, usando o carisma que se tem é algo que, contrariando toda o bombardeio contemporâneo de auto-ajuda, funciona muito mais sem fórmulas e métodos. Cada um tem sua história e a constrói livremente, para o bem ou para o mal. Eu já fiz minha opção. Que minhas atitudes a confirmem.
