
Sempre vivi em cidades pequenas. Sempre tive uma cabeça longe desses lugares nos quais vivi. Sempre estive “no lugar errado”. Sempre combati, ao menos com ideologias, esse provincianismo que me rodeia. Eis alguns exemplos:
* Comadres sentadas na praça falando da vida alheia. “Essa mulherada não tem louça pra lavar não”?.
* Mães-barraqueiras que vão brigar com outras mães-barraqueiras porque os filhos se engalfinharam na escola e um (é a lei da vida) levou a pior.
* O povão que se reúne pra assistir às mães-barraqueiras em ação. O mesmo povo que corre pra ver um acidente, e aglomera-se em volta do “quase-morto”.
* As fofocas avidamente propagadas pelas comadres que ficam na praça porque esqueceram da louça.
* Os filhos sujos e mal-cuidados, criados na rua, fora da “granja” que só têem um futuro próximo de promissor porque Deus é bom.
Com raras exceções, esse círculo acaba transformando essas criancinhas nas mães-barraqueiras de amanhã. Melhor eu parar, senão não discorro sobre o que de fato deve tratar esse texto.
O fato é que, entre outras coisas, anos de vida provinciana me fizeram perceber que nem sempre o mais brilhante, o que tirou as melhores notas no colégio, o mais esforçado é o que receberá os melhores salários. Isso acontece por inúmeros motivos, dentre eles cito o as influências políticas. Pois é, o “Burrão-que-matava-aula” tem um parente influente! Conhece alguém endinheirado ou simplesmente e influente. Na maioria das vezes, esse parente influente chegou onde está apenas porque tinha alguns outros contatozinhos.
Por isso cante comigo: “Viva os de pouca inteligência que conhecem as pessoas certas”!!!
Isso me entristece! Não há justiça nisso! Se houver me digam onde, por favor!
Dia desses ouvi certa pessoa dizendo, com um ar superior, que nunca estudou mesmo, que sempre foi o pior, mas que hoje, devido ao fato de ser conhecido do tio-avô do irmão do prefeito da cidade gozava já a 5 anos de um polpudo salário. Ouvi quietinho o valor do salário dele e pensei: “Puxa! Isso é muito mais do que eu ganho, tendo sido um estudante oposto ao que ele foi”. Me senti idiota, e isso é mal. Muito mal...
Mas cabe aqui um questionamento: Será que se eu fosse também um fidalgo, não me utilizaria dessa garantia? Não seria esse meu texto um protesto aos céus por não ter minha consangüinidade na administração pública?!
Talvez...
Em um processo eleitoral, sobretudo para prefeitos e vereadores, as pessoas não analisam as propostas dos candidatos, e sim o quanto serão beneficiadas por essa eleição. Isso seria justo? Dar a alguém (na maioria das vezes um filho dessas mães-barraqueiras) tanta responsabilidade somente para ter 4 anos de trabalho garantido?!
Me irrita um pouco esse desdobramento do famigerado “jeitinho brasileiro”.
Me irrita a ponto de explodir quando vejo que praticamente todas as pessoas que eu conheço fazem isso! Não existe uma que salve! Por um tempo, meu “eu-poético-patético” idealizou que eu pudesse ficar fora disso, mas tenho medo disso não durar tanto.
Vez ou outra, me sinto instigado a sacar desse “sortilégio” nada exclusivo pra me safar em algumas situações. Não falo especificamente de trabalho, mas do simples fato de pedir que meu “brother”pague minha fatura pois já está mesmo na fila e eu que sou muito ocupado não posso enfrentá-la como todos fazem. Tomadas as proporções devidas, a natureza desse ato é a mesma do nepotismo e do tráfico de influencias. Como eu disse, cada um usa as armas que tem. Se toda a influencia que eu tenho é um conhecido na fila do banco e me utilizo dela pra me sobrepor aos outros, estou sendo tão corrupto quanto o Sr Prefeito de qualquer-lugar que emprega seus parentes e conhecidos.
Ai ai, texto confuso!
Tema confuso!
Mundo confuso!
“Quem acredita sempre alcança”, canta o Renato Russo na trilha da novela!Sigo vivendo...
* Comadres sentadas na praça falando da vida alheia. “Essa mulherada não tem louça pra lavar não”?.
* Mães-barraqueiras que vão brigar com outras mães-barraqueiras porque os filhos se engalfinharam na escola e um (é a lei da vida) levou a pior.
* O povão que se reúne pra assistir às mães-barraqueiras em ação. O mesmo povo que corre pra ver um acidente, e aglomera-se em volta do “quase-morto”.
* As fofocas avidamente propagadas pelas comadres que ficam na praça porque esqueceram da louça.
* Os filhos sujos e mal-cuidados, criados na rua, fora da “granja” que só têem um futuro próximo de promissor porque Deus é bom.
Com raras exceções, esse círculo acaba transformando essas criancinhas nas mães-barraqueiras de amanhã. Melhor eu parar, senão não discorro sobre o que de fato deve tratar esse texto.
O fato é que, entre outras coisas, anos de vida provinciana me fizeram perceber que nem sempre o mais brilhante, o que tirou as melhores notas no colégio, o mais esforçado é o que receberá os melhores salários. Isso acontece por inúmeros motivos, dentre eles cito o as influências políticas. Pois é, o “Burrão-que-matava-aula” tem um parente influente! Conhece alguém endinheirado ou simplesmente e influente. Na maioria das vezes, esse parente influente chegou onde está apenas porque tinha alguns outros contatozinhos.
Por isso cante comigo: “Viva os de pouca inteligência que conhecem as pessoas certas”!!!
Isso me entristece! Não há justiça nisso! Se houver me digam onde, por favor!
Dia desses ouvi certa pessoa dizendo, com um ar superior, que nunca estudou mesmo, que sempre foi o pior, mas que hoje, devido ao fato de ser conhecido do tio-avô do irmão do prefeito da cidade gozava já a 5 anos de um polpudo salário. Ouvi quietinho o valor do salário dele e pensei: “Puxa! Isso é muito mais do que eu ganho, tendo sido um estudante oposto ao que ele foi”. Me senti idiota, e isso é mal. Muito mal...
Mas cabe aqui um questionamento: Será que se eu fosse também um fidalgo, não me utilizaria dessa garantia? Não seria esse meu texto um protesto aos céus por não ter minha consangüinidade na administração pública?!
Talvez...
Em um processo eleitoral, sobretudo para prefeitos e vereadores, as pessoas não analisam as propostas dos candidatos, e sim o quanto serão beneficiadas por essa eleição. Isso seria justo? Dar a alguém (na maioria das vezes um filho dessas mães-barraqueiras) tanta responsabilidade somente para ter 4 anos de trabalho garantido?!
Me irrita um pouco esse desdobramento do famigerado “jeitinho brasileiro”.
Me irrita a ponto de explodir quando vejo que praticamente todas as pessoas que eu conheço fazem isso! Não existe uma que salve! Por um tempo, meu “eu-poético-patético” idealizou que eu pudesse ficar fora disso, mas tenho medo disso não durar tanto.
Vez ou outra, me sinto instigado a sacar desse “sortilégio” nada exclusivo pra me safar em algumas situações. Não falo especificamente de trabalho, mas do simples fato de pedir que meu “brother”pague minha fatura pois já está mesmo na fila e eu que sou muito ocupado não posso enfrentá-la como todos fazem. Tomadas as proporções devidas, a natureza desse ato é a mesma do nepotismo e do tráfico de influencias. Como eu disse, cada um usa as armas que tem. Se toda a influencia que eu tenho é um conhecido na fila do banco e me utilizo dela pra me sobrepor aos outros, estou sendo tão corrupto quanto o Sr Prefeito de qualquer-lugar que emprega seus parentes e conhecidos.
Ai ai, texto confuso!
Tema confuso!
Mundo confuso!
“Quem acredita sempre alcança”, canta o Renato Russo na trilha da novela!Sigo vivendo...

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