
"Durante muito tempo devotei atenção, carinho e tempo, ilimitados a você. Inicialmente porque queria lhe ajudar a sobrepor tantos obstáculos que se levantavam. Queria minorar suas dores, que me pareciam demasiadas. Depois, passei a uma devoção quase religiosa, que não mais se devia a esses motivos nobres e altruístas, e sim à ânsia de satisfazer minhas necessidades veladas, ocultas, tão minhas... Acabei tornando-me alguém que não conhecia, cujas atitudes eram domadas pelos desejos mais intrínsecos. Alguém que só agia em função de você. Meus passos, decisões, planos. Tudo tinha que passar pelo seu crivo. E você parecia não entender, parecia não se importar. E, de fato, não entendia, não se importava. Eu inventei uma relação que existiu apenas no mundo ideal que funcionava dentro de mim.
Já havia chegado perto desse sentimento outras vezes, mas não como com você. Ah... Com você fui muito mais longe do que jamais imaginei que pudesse. A razão não tinha espaço, quando o bombardeio interno de vontade era maior. E eu ali: Via mas não tocava, tocava mas não tinha, tinha mas não me pertencia. Nunca me pertenceu, tanto que à chance encontrada, voou e não voltou mais. E eu fiquei, juntando os pedaços do sonho que nunca se realizou e que agora se misturavam aos meus próprios pedaços, pois foi preciso descer bem fundo, para que a restauração fosse possível.
Estando longe tudo é mais fácil, mas, vez por outra e sem querer, revisito aquelas sensações que ainda me fazem mal. Tudo podia ter sido diferente. Mas não foi. Foi como tinha que ter sido. O que não é natural, a natureza se encarrega de resolver. Espero que sejamos felizes e que eu não passe por isso novamente. Não quero e tentarei ser racional o suficiente para não permitir que minhas carências me destruam".
Já havia chegado perto desse sentimento outras vezes, mas não como com você. Ah... Com você fui muito mais longe do que jamais imaginei que pudesse. A razão não tinha espaço, quando o bombardeio interno de vontade era maior. E eu ali: Via mas não tocava, tocava mas não tinha, tinha mas não me pertencia. Nunca me pertenceu, tanto que à chance encontrada, voou e não voltou mais. E eu fiquei, juntando os pedaços do sonho que nunca se realizou e que agora se misturavam aos meus próprios pedaços, pois foi preciso descer bem fundo, para que a restauração fosse possível.
Estando longe tudo é mais fácil, mas, vez por outra e sem querer, revisito aquelas sensações que ainda me fazem mal. Tudo podia ter sido diferente. Mas não foi. Foi como tinha que ter sido. O que não é natural, a natureza se encarrega de resolver. Espero que sejamos felizes e que eu não passe por isso novamente. Não quero e tentarei ser racional o suficiente para não permitir que minhas carências me destruam".

2 comentários:
é... uma carta pra mim.
Então vc tbm tem u mblog...
Seguindo Fabrício, siga-me tbm. Beijoss!!
Postar um comentário